Cavaleiros Templários: Ordens religiosas e o combate contra o “Outro”

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Jovens nerds, tudo bem? Estão curiosos para conhecer um pouco  sobre  os Cavaleiros Templários? Então vem com a gente!

 Como já é de costume, relembremos o Gif que está no  twitter, nele vemos uma cena épica de O senhor dos anéis- O retorno do rei(2003), onde os exércitos de Gondor, Hojan, dos mortos das minas e dos Elfos se unem para livrar a terra média de Sauron e seu exército de Orcs. Então, fazendo uma pequena analogia entre essa parte do filme e da batalha, podemos associar, digamos, a mentalidade ou no pensar dos Templários, que tinham como missão livrar os reinos cristãos do domínio muçulmano através dos combates armados. O muçulmano neste caso seria o “Outro” inimigo de fé, o infiel. Objetivos parecidos, sim?.  Vamos à discussão principal!

Os Templários eram monges em um tempo de predomínio cristão, banqueiros quando o dinheiro era escasso e  guerreiros quando a igreja ordenava que os fiéis retomassem a Terra Santa. Em 1095, um grupo de nobres respondeu ao apelo do papa Urbano II para retomar Jerusalém, ocupada por muçulmanos desde o século VII. Com o sucesso da primeira cruzada, surgiu o Reino Latino de Jerusalém, uma ilha cristã que ia de Beirute a Gaza, cercada por inimigos religiosos de todos os lados. Em 1119, para garantir a segurança da cidade, 9 cavaleiros, sob o comando do Francês Hugo de Payns, receberam de Balduíno 2°, o rei do novo território, permissão para ocupar uma ala da Mesquita de Al-Aqsa, considerada o local do Templo de Salomão-daí o nome da organização que fundaram, Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. O objetivo era defender os peregrinos cristãos a caminho de Jerusalém. A combinação de força e fé funcionou. Os templários eram temidos porque não costumavam recuar e lutavam com disposição rara. Muitos de seus grãos-mestres morreram em batalha. As sucessivas  vitórias militares levaram muitos nobres a aderir à ordem. Para isso, era preciso doar todos os bens, o que aumentou o patrimônio do grupo. Com tal poder, os Cavaleiros se viram em uma situação contraditória. Haviam feito votos de pobreza, no entanto, agora  viviam em castelos suntuosos, comiam e bebiam de tudo da mais alta qualidade. Parecem ter esquecido de seus votos, uma que eram  vistos frequentemente em tabernas e, por vezes, se envolviam em arruaças. Atitudes atípicas para monges, sim?. Criaram um sistema bancário semelhante ao que já era praticado em alguns feudos. Assim, os Cavaleiros Templários passaram donos de propriedades e fazer empréstimos aos reis. Justamente por esta atitude, acabaram perseguidos, vitimas de uma conspiração do rei da França, que os devia dinheiro e temia que estes fundassem seu próprio pais, pois já detinham grande quantidades de terras na França. Em 1304, o 23° grão-mentre da ordem, Jacques de Molay, convidado a se apresentar em Paris, foi recebido pelo rei Felipe- O Belo, o rei pediu que os templários aceitassem a fusão com hospitalários e se submetessem à sua liderança numa futura cruzada. Diante da recusa, Felipe mandou prender toda a cúpula da ordem.A partir de 1307, os líderes seriam seriam interrogados pela Inquisição. O papa Clemente 5° relutou em aceitar as acusações do rei francês, então Felipe, simplesmente mandou dezenas à fogueira.Em 1312 a ordem foi dissolvida. No entanto, documentos que se encontram na Biblioteca do Vaticano comprovam que a ordem nunca foi extinta, foi apenas suspensa pela igreja.

Uma história e tanto, não é mesmo? Mas e aí, gostou de conhecer um pouco sobre os cavaleiros templários e essa ordem religiosa presente em várias obras, seja nos games, nos filmes, novelas, etc.. ? Então, fique ligado na nossa página do Twitter e aqui no site, e sempre que você quiser lembrar um pouco da missão de fé dos cavaleiros templários, faça como o Marília Templária… ops! Mendonça e cante uma certa música…

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Que medieval esteja com você!

Referências:

READ, Piers Paul, 1941. Os Templários; tradução Marcos José da Cunha, Rio de Janeiro: Imago. Ed. 2001.

Publicado por

maydievalbewithyou

Discente do curso de licenciatura em História pela UFRN/CERES, Caicó-RN. 2017.1

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