As Bruxas

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Olá caro padawan medieval! tudo bem? Vamos com a gente conhecer um pouco sobre as bruxas, magias e a relação que a sociedade medieval tinha com elas? Então segue a leitura abaixo.

Bem, então de início, vamos logo explicar nossa tirinha lá do Twitter não é mesmo? O gif é de uma cena do filme de comédia Monty Python em busca do cálice sagrado (1975) do qual mostra um julgamento de uma mulher acusada de ser uma bruxa e homem está questionando a plateia se aquela mulher é mesmo uma bruxa. Para nós, o que interessa agora, é falar um pouco dessa personagem do período medieval, como eram caracterizadas, e como a sociedade medieval reagia a elas (E sim, muitas vezes eram com fogo mesmo)

De início, importante relembrar o contexto da mentalidade do homem no medievo que era marcado pela pela religião católica, então, algumas características atribuídas as Bruxas partia de uma visão cristã, que acreditava no sobrenatural, da força das trevas e na ação de Satã. Não só isso, mas cabe a nós relembrar que o período da idade média, foi um período de de medo, seja com invasões, guerras, peste, doenças, fomes, da morte e do inferno. Acreditavam que a bruxaria era causa de várias catástrofes naturais (fome, epidemias, tempestades, impotência, infertilidade, crianças natimortas e mortalidade infantil) Os itens do bruxos era constituída por unguentos, poções, filtros, sortilégios, amuletos e imagens de cera.

Na Europa ocidental os bruxos eram vistos como servos do Diabo. Era descrito que eles faziam pacto com o Diabo e renunciavam o cristianismo e se alistando no serviço de Satã. Eles se reuniam em sabás regulares, dos quais haviam canibalismo, orgias e paródias blasfemas dos cultos cristão. Esses Bruxos, possuíam “familiares” animais, desfrutavam do poder de voar e às vezes da capacidade de mudar de forma e podiam usar o poder do mal, e faziam parte de uma conspiração satânica visando acabar com o cristianismo. Esse era o pensamento a respeitos dos Bruxos. Os heréticos eram acusados de bruxarias, comunidades inteiras que adoram o Diabo e faziam cultos satânicos. Os lugares onde a bruxaria eram mais fortes, eram na França, nos países Baixos (Holanda), no norte da Itália e na Renânia, justamente nos lugares onde a heresia era mais forte.

Houveram poucos julgamentos de bruxaria no período de 1300 a 1500 porque não se tinha uma instituição e uma estrutura formal como a que surgiu nos séculos XVI e XVII, então, era um sistema acusatório, do qual uma pessoa acusava outra e fornecendo provas e buscando convencer o juiz. Caso não desse certo provar que o outro era bruxo, poderia o acusador recorrer ao fogo, água ou combate. Geralmente, as vítimas de bruxaria tendiam a fazer justiça com as próprias mãos e eram frequentes o uso de linchamentos.

Podemos dizer que, as acusações de bruxaria eram geralmente levantas por vizinhos indispostos contra mulheres específicas: as velhas, as solitárias, as impopulares, as neuróticas, as insanas, as mal-humoradas, as promíscuas, as praticantes de medicina popular ou parteiras, mulheres que por motivos variados, haviam se tornado o alvo local. A conspiração satânica foi uma criação de intelectuais, teólogos e juristas católicos que misturava antigas crenças populares, magia erudita e bruxaria rural e enfatizaram a ideia da destruição do cristianismo. As bruxas no período medieval, eram os bodes expiatórios perfeitos, uma minoria inventada, e pronta pra ser usada contra aquelas que discordassem dos dogmas da Igreja, dos quais usavam o terror, a tortura, para construir uma realidade sobre essas concepções.

Mas e aí padawan, esperamos que tenha gostado de conhecer um pouco sobre as Bruxas da idade média. Não esqueça de ficar de olho no nosso Twitter para acompanhar novas postagens sobre o período medieval.

E aí bruxões, já aprenderam a conjurar aquele feitiço… o Winguardium LevioSA? hehe.

 

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Que medieval esteja com vocês!!!!

 

 

 

REFERÊNCIAS:
RICHARDS, Jeffrey. Sexo, desvio e danação_ as minorias na Idade Média. Zahar, 1993.

 

 

Publicado por

maydievalbewithyou

Discente do curso de licenciatura em História pela UFRN/CERES, Caicó-RN. 2017.1

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